quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Diminuir a velocidade sim, mas com critério.


Muita polemica envolve a readequação das velocidades nas marginais Pinheiros e Tiete e o que se vê, são histéricos se contrapondo as medidas que serão tomadas pelo Prefeito João Dória, isso já é esperado, afinal de contas, a critica sem conhecimento é o carro chefe de muita gente, pra que os argumentos, o bom senso, a experiência, a verdade, tampouco os estudos, o negócio é falar mau, depreciar, rotular e até mesmo ameaçar. 
Começamos com a definição de: Via expressa, via rápida ou via reservada- é uma via de comunicação terrestre para tráfego de alta velocidade que tem muitas das características de uma autoestrada, incluindo o acesso limitado à rodovia, algum grau de separação entre os fluxos de tráfego opostos, o uso de trevos, em certa medida a proibição de alguns modos de transporte, como bicicletas ou cavalos, e muito poucos ou nenhum cruzamento com ruas. O grau de isolamento permitido para o tráfego local varia entre os vários países e regiões. A definição precisa desses termos varia de acordo com a jurisdição.
Muito bem, ao se observar isto, se enxerga claramente as marginais Pinheiros e Tiete, que estão com suas velocidades limitas a 50, pista local, 60 pista central e 70 pista expressa.
Só a título que curiosidade na Alemanha as pistas expressas, variam entre 120 a 200 km por hora, ou seja lá as velocidades se aplicam ao que se destina tal via.
Continuamos o raciocínio. O que se sabe mediante estudos é que um veículo ao atropelar uma pessoa a 60 km tem 80% de chance de provocar óbito, enquanto que a 50 km/h essas chances são de 50 %. Mas por acaso pista ou via expressa é aonde se transitam pessoas? Existem cruzamentos em tais vias? Não, nem nas pistas locais das marginais, então porque a histeria?
É muito simples, muitos criticam sem conhecimento de causa, e atribuem a queda nos acidentes de São Paulo aos limites de velocidade. Parece que nada além disto ocorreu em SP nos últimos 4 anos, mas ocorreram muitas outras mudanças que a meu ver determinaram a queda dos acidentes e das mortes com muito mais eficiência do que os limites de velocidade absurdamente implantados com o único propósito de arrecadar.
Os dados estatísticos demonstram que houve uma queda de 20,5 % no numero de mortes no trânsito enquanto que o número de veículos devido a crise caiu 20,6%, coincidência heim!
Continuemos: de acordo com a CETESB a poluição pelo uso de automóveis diminuiu em SP em torno de 9% ao ano, nos últimos 4 anos, 4 x 9 = 32%, opa não bateu , passou 12 % ,mas passou pras mais, sigamos. 
Outro fator a ser observado é que, os semáforos me pareceram um tanto quanto desajustados nos últimos anos, por acaso o leitor percebeu que não se consegue passar mais de 3 semáforos verdes em uma avenida? Em sendo assim, se localiza mais uma variável para se diminuir os acidentes, mas é correto evitar acidentes pela contenção, como se existi-se um comboio delimitador por toda a cidade?  Assim é fácil evitar acidentes, porém isso tem de ser feito as custas do enlouquecimento do cidadão? Por acaso o leitor percebeu a ausência drástica de agentes de trânsito postados em cruzamentos durante os 4 anos? Por acaso o cidadão sabe que não foi comprada uma viatura nova pra CET nos últimos 4 anos? Vocês sabiam que a presença de um agente em um cruzamento de forma ativa diminui em 80 % a possibilidade de um acidente? Porque não fizeram isto se a preocupação era coibir acidentes? .
Não vou me alongar muito, não vou encher vocês de gráficos e amarrações, números e experiencias em outras cidades, em outros países, nem com confrontação de curvas comparativas disto e daquilo, mesmo porque é muito claro para mim que cada cidade tem um desenho a ser observado, cada cultura tem suas particularidades, pra cada doença existe um remédio, a mobilidade da cidade de São Paulo portanto é única, suas variáveis e sua dinâmica são exclusivas a ela e não adianta me dizer que trânsito é trânsito, segurança de trânsito é igual pra todo lugar porque não é, como comparar a educação do motorista e do pedestre brasileiro com a educação de motoristas em outros países? Como comparar a legislação forte, rápida, adequada e funcional de muitos outros países do mundo com a adotada pelo Brasil afora? Alguém se preocupou de forma adequada com isso? alguém por acaso tem coragem de atacar na fonte do problema como se deve, para se fazer cair drasticamente o número de acidentes sem esfolar o povo com pegadinhas e armadilhas com restrição de velocidades absurdas por toda a cidade? Não né, é mais fácil fazer de conta e se ganhar muito não é mesmo? 

Se vê espalhado pela mídia alternativa muitos posts dizendo que as cidades X, Y,  Z  e etc.. fora do Brasil também diminuíram as velocidades em suas vias e diminuíram os acidentes. Mas espera um pouco, tais informações demonstram quantos kilometros quadrados de vias foram modificados? Demonstram qual a área delimitada com redução de velocidade? Demonstram quais foram os critérios utilizados para se escolher tais locais com redução de velocidade? Se mostra em tais postagens que tamanho de estrutura existe no que tange a fiscalização, como quantidade de agentes, viaturas, tecnologia a dsiposição destes, agilidade, sistema de rádio, etc ?  aonde tais radares foram postados? se mostra como foi o estudo pontual e estatístico para tais decisões? se fala de forma comparativa qual a área geral de cada cidade em comparação com a cidade de São Paulo, suas dimensões? Quantos usuários tem de transitar o dia todo pela cidade? Por quais distâncias? se mostra de forma comparativa qual a porcentagem da população já fazia uso de outros modais antes de tais medidas, estas  se comparando com o existente na cidade de São Paulo? 

Lhes digo, não, não falam nada disto, a imensidão de postagens que vi a respeito mostram única e exclusivamente dados que não traduzem com propriedade as diferenças gigantescas do que foi feito lá fora, com o que foi feito aqui dentro, estes posts ignoram dados de suma importância que desmentiriam por completo as alegações e provariam que o que se pretendeu aqui, foi castigar o usuário do automóvel para que este além de alimentar os cofres públicos, migra-se por desespero a ao saturado e ineficiente sistema de transporte público que temos a nossa disposição. 

O que proveu a queda nos acidentes foram os radares fixos e móveis espalhados pela cidade, foi o aumento significativo da fiscalização com a participação da GCM, óbvio que de forma desordenada e desrespeitosa, vi vários GCMs escondidos e em locais aonde não ocorrem acidentes, a culpa não foi deles, cumpriam ordens. Eles foram chamados pois os agentes da CET não conseguiriam fazer tal serviço devido as agressões, hostilidades e porque não tem como eles abraçarem o mundo, são muito poucos, estas interpéries claro, forma  acentuadas dada a forma perversa e descabida com tais velocidades foram impostas,  devido aos radares principalmente os móveis, que pegam motos, pois caso os senhores não saibam 70 % dos acidentes são em motos e nunca se havia fiscalizado motos antes da aplicação dos radares de pistola, mérito da gestão anterior isso, mas demérito pela forma, não foi a diminuição da velocidade que diminuiu o número de acidentes , foi a aplicação da fiscalização no seu maior modal.

Se se aumentar as velocidades novamente para velocidades confortáveis e seguras em toda a cidade e se fiscalizar a respeitabilidade destas, com estudos técnicos apropriados se respeitando o cidadão, e se contratarem mais, muitos mais agentes de trânsito que são em quantidade pornográfica e não dão conta de mais nada numa mega cidade como São Paulo e se ocorrerem blitz regulares em horários específicos pela Policia Militar para se punir e coibir o uso de bebida alcoólica, lhes garanto que será provado que não é a velocidade e sim a impunidade a causadora de acidentes em São Paulo e no Brasil.

Tenho grande esperança que a gestão atual considere o cidadão paulista, paulistano e brasileiro que por aqui nesta cidade estiver, não como parte do problema que se arrasta a centenas de anos na cidade de São Paulo, que tal cidadão não seja crucificado como o causador do problema estrutural, administrativo e político ao longo da história de São Paulo, porque não é humano apontar o dedo para os que habitam aqui hoje e dizer-lhes, vocês tem de deixar seus carros em casa, vocês tem de rastejar pelas vias a velocidades de tartarugas porque são assassinos, vocês tem de andar de bicicleta por kilometros e mais kilometros porque a ONU está preocupada com a poluição e exige metas e números, vocês tem de andar de ônibus e se arriscarem nos caminhos que conduzem a estes nas mãos de bandidos que se proliferam devido a leis fracas pelo pais todo.

Não pode ser assim que as coisas tem que mudar, não se pode matar uma das maiores cidades do mundo com medidas Caligulescas, tem de haver respeito e para que haja respeito, tem de se convencer as pessoas por meio de medidas que promovam possibilidades novas e por convencimento, não por imposição, castigo ou desrespeito. 
São Paulo parou e eu errei na causa, a causa foi fruto de uma administração predatória. 
Que Deus ilumine nossos gestores novos a nos darem uma chance novamente de sobreviver. 

Acelera SP, mas com critério por favor. Tem muita gente torcendo pra se haver uma carnificina nas vias da cidades pra dizer que eu e mutos estamos errados, e se fizerem certo, não vai acontecer isso.

Proposta até o momento . 11-01-16 


"Podemos ampliar as velocidades sem ampliar riscos." Prefeito João Dória 

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